sábado, 15 de maio de 2010

O Jardim do Ponto de Encontro




















O dia está lindo ...o meu jardim também

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Beira Mar Campeão Nacional......


Hino/Marcha do Beira -Mar

Nasceste na beira Ria
Beira-Mar, Beira-Mar
Apadrinhado pelo mar
Beira-Mar, Beira-Mar
Herdaste-lhe a valentia
Beira-Mar, Beira-Mar
Que o teu lema é triunfar
Beira-Mar, Beira-Mar

A cor da tua bandeira
Beira-Mar, Beira-Mar
E o sol que nos aquece
Beira-Mar, Beira-Mar
Com vontade verdadeira
Beira-Mar, Beira-Mar
A esperança nunca perece

Beira-Mar, Beira-Mar
Glória de Aveiro
Sempre o primeiro
A triunfar
Beira-Mar, Beira-Mar
Um coração
De campeão
A palpitar.

Beira-Mar, Beira-Mar
Glória de Aveiro
Sempre o primeiro
A triunfar
Beira-Mar, Beira-Mar
Um coração
De campeão
A palpitar!

Não só fama, mas valor
Beira-Mar, Beira-Mar
Ostentas na tua história
Beira-Mar, Beira-Mar
Conquistado com fulgor
Beira-Mar, Beira-Mar
Vitória sobre vitória
Beira-Mar, Beira-Mar

Tens um nome a defender
Beira-Mar, Beira-Mar
Uma cidade p´ra honrar
Beira-Mar, Beira-Mar
Para a frente sem tremer
Beira, Beira, Beira-Mar.

Beira-Mar, Beira-Mar
Glória de Aveiro
Sempre o primeiro
A triunfar
Beira-Mar, Beira-Mar
Um coração
De campeão
A palpitar.

Beira-Mar, Beira-Mar
Glória de Aveiro
Sempre o primeiro
A triunfar
Beira-Mar, Beira-Mar
Um coração
De campeão
A palpitar!


O Hino do Beira Mar tem letra de Amadeu de Sousa e música de Ricardo e José Limas.

domingo, 9 de maio de 2010

Coltura em Portugal



Quando não há mais para admirarmos...no País que temos...quem brilha????? A CATYZINHA!!!!!!!! BERBADEIRO FENÓMENO DE POPULARIDADE NACIONAL

PADRE DA LIXA DIZ DA FALSIDADE DE FÁTIMA.flv


Ouçam....sem comentários...será?????.....mesmo não trabalhando...não posso concordar com o feriado a 13 de Maio de 2010

Dia Internacional dos Museus...em Ilhavo


A fim de assinalar o Dia Internacional dos Museus, que se celebra no dia 18 de Maio, o MMI oferece uma programação diversificada cujo evento maior reside na abertura da exposição Mares Modernos.


Trata-se de uma invulgar exposição de pintura, que reúne um conjunto de obras de temática marítima assinadas por pintores das diversas gerações do modernismo português. Esta exposição, na qual se apresentam obras de Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros, Júlio Pomar, Júlio Resende, Querubim Lapa, Noronha da Costa e Mário Eloy, entre outros, articula-se com anteriores projectos expositivos, em especial com Artes de Pesca. As Pescas na Arte (2005) e Rostos da Pesca (2008).


Mares Modernos é um projecto inédito, capaz de questionar os sentidos da representação artística da maritimidade portuguesa, tal como a viram alguns dos principais pintores portugueses do século XX.





O Dia Internacional dos Museus constitui, também, uma oportunidade de reflexão sobre o projecto cultural do MMI e de apresentação de iniciativas audazes. Nesse sentido, também no dia 18 de Maio, apresentamos o Prémio de Modelismo Náutico MMI, um prémio bienal, que se pretende estimular e prestigiar o modelismo náutico enquanto forma de expressão da cultura marítima.





No dia 18 de Maio, a sessão comemorativa do Dia Internacional dos Museus fecha com a apresentação de um extraordinário livro de imagens do mundo marítimo: a edição em língua portuguesa, numa nova parceria MMI/Cavalo de Ferro, do livro A Maritime Album, coordenado por John Sarkowski e Richard Benson. Este livro resulta da exposição de 50 belíssimas fotografias a preto e branco, provenientes da extensa colecção do Mariner’s Museum, em Newport (EUA), que esteve patente no MMI em 2008.





No Navio-Museu Santo André assinalamos o Dia Internacional dos Museus com a abertura da exposição Missão: Defender os Oceanos, proveniente do Oceanário de Lisboa. Dirigida, especialmente, ao público infanto-juvenil, a exposição alerta para a preservação da biodiversidade marinha, através de um discurso didáctico.

Mares Modernos......No Museu Marítimo de Ilhavo




Mares Modernos
Sala de Exposições Temporárias | 18 de Maio a 14 de Agosto de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ponto de Encontro ....Apoia Baltazar Garzón


Baltazar Garzón Real (Torres, 26 de outubro de 1955). Garzón é conhecido na Espanha como "super-juiz" ou "juiz-estrela".
Garzón ficou conhecido mundialmente ao emitir uma ordem de prisão em desfavor do ex-presidente do Chile Augusto Pinochet pela morte e tortura de cidadãos espanhóis. Utilizou como base o relatório da Comissão Chilena da Verdade (1990-1991).
Reiteradas vezes manifestou seu desejo de investigar o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger por sua relação com a denominada Operação Condor.



Trabalha também num processo em que se acusa de genocídio diversos militares argentinos pelo desaparecimento de cidadão espanhóis durante a ditadura argentina (1976-1983).
Em 2001, solicitou autorização ao Conselho da Europa para processar o Primeiro Ministro italiano Silvio Berlusconi, então membro da Assembleia parlamentar do Conselho.
Em dezembro desse mesmo ano, investigou, por suspeitas de lavagem de dinheiro, contas no exterior (off-shore) do conglomerado financeiro BBVA (segundo maior banco da Espanha).
Em janeiro de 2003, criticou enfaticamente o governo dos EUA pela detenção ilegal, na base de Guantánamo (Cuba), de suspeitos de pertencerem ao grupo terrorista Al Qaeda. Nesse mesmo ano, participou de campanhas contra a guerra no Iraque.



Na Espanha, ainda nos anos 80, actuou em processos contra diversos narcotraficantes, inclusivé altos dirigentes das máfias galega, turca e italiana. Comandou investigações sobre lavagem de dinheiro no litoral espanhol (região de Málaga) e falsificação de moeda (derrame de notas de 100 dólares). Foi jurado de morte por diversos traficantes e mafiosos e por isso passou a ser conduzido em carros blindados e a viver com escolta policial.
Em 1993, participou da política espanhola, entrando na lista de candidatos à Câmara dos Deputados pelo PSOE. Chegou a comandar o Plano Nacional Anti-Drogas, porém renunciou após um ano de trabalho, queixando-se do excesso de corrupção no governo.
Ao retornar à magistratura, deu seguimento às investigações do caso GAL (Grupos Antiterroristas de Liberação), grupo de extermínio que, conforme ficou comprovado, foi criado durante o primeiro governo do PSOE, ainda nos anos 1980, com a finalidade de assassinar membros e simpatizantes do ETA. Várias autoridades foram condenadas em virtude do caso, inclusive o ex-Ministro do Interior José Barrionuevo. Posteriormente, todos foram indultados no governo de José Maria Aznar.
Actuou também contra os terroristas bascos do ETA. Em 2002, conseguiu suspender o funcionamento, por 3 anos, do partido Batasuna, ao demonstrar as suas relações com o grupo terrorista. Dessa acção resultou também o encerramento dos jornais Egin e Egunkaria, além da rádio Egin Irratia. Angariou com isso o ódio dos nacionalistas bascos, que consideram que atacou a cultura basca e não o terrorismo.
Em março de 2003, Garzón suspendeu as atividades do Partido Comunista de España Reconstituido (PCE-r), em função de suas atividades ilícitas de apoio ao GRAPO, tais como a "fixação da tática e da estratégia da luta armada, escolha de objetivo, montagem de infra-estrutura, provimento de recursos econômicos, seleção dos responsáveis pelas ações armadas e dos membros dos auto-denominados comandos militares".
Formou-se em direito pela Universidade de Sevilha em 1979. Foi aprovado em concurso para o cargo de Juiz em 1981. Inicialmente, foi nomeado para a comarca de Valverde del Camino, província de Huelva (Andaluzia). Posteriormente, foi removido para o Juizado de Primeira Instância e Instrução de Villacarrillo, província de Jaén (Andaluzia). En 1983, foi promovido a Magistrado, sendo destinado ao Juizado de Primeira Instância e Instrução n° 3 de Almería (Andaluzia). Em 11 de março de 1987 foi nomeado pelo Conselho Geral do Poder Judiciário para ocupar o cargo de Inspetor Delegado (Corregedor-Geral) para Andaluzia. Em 29 de janero de 1988, tornou-se Magistrado-Juiz Central de Instrução n° 5 da Audiência Nacional.



Milhares nas ruas apoiam Garzón
O processo contra Baltasar Garzón, por ter aceitado investigar os crimes do franquismo, continua a dividir os espanhóis. Ontem, realizaram-se em pelo menos 25 cidades espanholas manifestações de apoio ao juiz. Mas na capital, Madrid, desfilaram dezenas de pessoas numa contramanifestação promovida pela organização de Extrema-direita Falange, um dos grupos que processaram o magistrado.
Convocadas através da rede social Facebook, milhares de pessoas demonstraram o seu repúdio pelo que consideram um "ultraje à memória das vítimas do franquismo". A maior concentração ocorreu em Madrid, e nela participaram políticos, artistas, intelectuais e familiares de vítimas da ditadura de Franco. Mas na capital desfilaram também manifestantes da Falange, um dos três grupos responsáveis pelo processo contra Baltasar Garzón.
O apoio ao superjuiz espanhol fez-se sentir ainda em várias capitais europeias e da América do Sul. Em Bogotá, Colômbia, foi entretanto assinada por dignitários de diversos países e representantes da ONU uma declaração de apoio a Baltasar Garzón.
Contra o que chamam «iniquidade» dos processos levantados na Justiça espanhola ao juiz Baltazar Garzón, um grupo de portugueses juntos através da rede social Facebook reúne-se sábado frente à Embaixada de Espanha em Lisboa.
Um dos organizadores, Agostinho Machado, disse à agência Lusa que é uma «completa iniquidade» que a Audiência Nacional espanhola tenha «impedido» Garzon de investigar «crimes contra a humanidade, inesquecíveis e não amnistiáveis» do regime franquista.
Além disso, há a «agravante» de «lhe imputarem o crime de prevaricação e de o obrigarem a sentar-se no banco dos réus, o que nos preocupa», referiu.
Os apoiantes de Garzón - com um grupo no Facebook lançado a 14 de Abril e que tem hoje «quase três mil» aderentes - querem que «o poder judicial em Espanha reflita muito bem nas repercussões em Espanha e a nível internacional» dos processos contra Garzón.
«Isto é uma coisa absolutamente chocante para mentalidades comprometidas com a causa dos direitos humanos», disse, frisando que a posição das pessoas solidárias com o juiz «não pode ser considerada uma forma de pressão» sobre a Justiça espanhola.


domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril..sempre...se o Socrates deixar

25 de Abril de 1974 era assim....
Agora está assim....
Por causa deste..e de outros assim.....

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Voyage on the North Sea, livro-filme de Marcel Broodthaers no Museu Marítimo de Ilhavo



No Museu Marítimo de Ilhavo de 20 de março a 9 de maio de 2010
"....Marcel Broodthaers nasceu em Bruxelas a 28 de Janeiro de 1924. Foi um poeta que decidiu tornar-se artista plástico em finais de 1963. Associado ao Grupo Surrealista-Revolucionário a partir de 1945, a importância e originalidade da sua obra residem na forma como articula, com recurso a referências e operações culturais complexas, questões essenciais sobre a natureza e a função da arte, o lugar do sujeito em determinadas práticas e teorias radicais dos anos de 1960, bem como os limites do acto estético na era do capitalismo avançado.
Em 1968, instala em Bruxelas o seu Museu de Arte Moderna, um projecto que concretiza até 1972, numa série de eventos enigmáticos e instalações, onde o artista desconstrói a noção de museu e questiona os modos de apresentação e legitimação da arte.
A natureza heterogénea dos elementos que constituem a estrutura da sua obra – poesia, livros, edições, cartas abertas, catálogos, objectos, instalação e filme – e as relações que esses registos estabelecem entre si, transformam qualquer exposição num projecto arriscado. Como o próprio artista um dia escreveu, “Comecei com a poesia, depois as artes visuais, e finalmente o cinema que reúne vários e diferentes elementos da arte. O mesmo é dizer: escrita (poesia), objecto (arte visual), e imagem (filme). O mais difícil, é a harmonia entre estes elementos”.

O livro-filme A Voyage on The North Sea foi realizado entre Novembro de 1973 e Janeiro de 1974. O livro apresenta 10 imagens fotográficas, a preto e branco, de um barco de recreio, e 68 reproduções, a cores, de um óleo pintado por um artista amador nos inícios do século XX. A pintura evocada no livro-filme retrata uma pequena frota de veleiros de pesca no Mar do Norte. O filme, a cores e de 16mm, utiliza os mesmos elementos.
A Voyage on The North Sea foi exibida pela primeira vez em Londres, na sede da Petersburg Press, instituição responsável pela edição numerada de 100 exemplares assinados pelo artista.

Marcel Broodtahers morre em Colónia a 28 de Janeiro de 1976. A obra do artista, que fez da própria exposição um meio de expressão artística, é de inquestionável relevância para a arte da segunda metade do século XX....."

Márcia Carvalho

Retratos Marítimos, fotografia de Eduardo Gageiro, no Museu Marítimo de Ilhavo

Patente Museu Marítimo de Ilhavo de 20 de Março a 9 de Maio de 2010
"....Dizem que os fotógrafos não são pessoas como as outras. Consta que caminham com metade dos olhos entre as mãos e não fazem separação entre o seu corpo e o Mundo, como as crianças e os animais. Neste último aspecto, compartem a condição com todos os artistas dignos desse nome, e ainda bem que assim acontece. Alguém há-de ter a seu cargo a tarefa de manter activa a relação entre os homens e o íntimo coração das coisas. Foi pensando na possibilidade dessa inocência, que me encontrei pela primeira vez com Eduardo Gageiro.

Eram três horas da tarde, sobre uma mesa de vidro ele abria as folhas de um livro chamado Silêncios e insistia na diferença entre o plural e o singular da mesma palavra. Mas não precisava de falar muito mais. A sua eloquência não estava na explicação do sentido dos termos, residia na forma como virava as páginas – Aqui encontrava-me eu em Varanasi, aqui em Genéve, aqui o homem estava de costas, e ainda que monstruoso, eu vi-o no meio da solidão, e assim por diante. Embora o que dissesse fosse mais fundo do que dizia, ou estivesse muito mais escondido. (…) Para além da mesa de vidro, para além do sol da Primavera entrando às golfadas pela janela, o que o fotógrafo vinha dizer provinha do fundo da Natureza. Como se dissesse – Tenham cuidado comigo, olhem que eu nasci para as árvores, nasci para os seus ramos, suas folhas levantadas contra a luz, suas raízes escondidas no solo. Muito cuidado, que eu não sou daqui....."

Lídia Jorge

domingo, 18 de abril de 2010

O Ponto de Encontro também está na Ilha do SAL


A alegria de encontrar o Ponto de Encontro na Ilha do Sal

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ponto de Encontro em Cabo Verde...gastronomia Parte II




A maravilhosa e barata lagosta de Cabo verde
As fantásticas Cracas...

domingo, 11 de abril de 2010

Ponto de Encontro em Cabo Verde.....Parte 1



De regresso à rotina depois de umas férias na Terra de Morabeza

segunda-feira, 29 de março de 2010

Ponto de Encontro deseja Feliz Páscoa


Uma Feliz Páscoa aos meus amigos bloguistas

Pela Positiva
A Sudoeste
Almagrande
Atlantico Azul
Beliscos Pequenos
Bolha
Casvic-O blogue do Cândido, da Jacinta da Inês e da Matilde
Caxinas
Digo eu com os nervos!!!!!(Joaníssima)
Do Portugal Profundo
Homes de Pedra en Barcos de Pau
José Pacheco Pereira
La Mar és el Camino
M.A.M.A.
Mar de Viana
Mar e Intimidades
Milhas Nauticas
O blogue do Pardal
Rouxinol de Bernardim
Rui da Bica
Singradura da Relinga
Ti Tamen Contas
Una mirada a la Ria de Vigo
Vasco Moscoso de Aragão
Ventosga
Viajante
Volare (O blogue do João)
Zé Angelo
E a todos os meus visitantes....que fizeram com que este Ponto de Encontro conte com quase 26 ooo visitantes.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Vasco Bilelo ...Artista de Ilhavo

Vasco Bilelo (artista ilhavense) interpreta no piano "Sentimentos perpétuos" da sua autoria. Fotografias e vídeo de Vieira da Silva

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia do Pai



Ao Meu Pai.

Vejo o teu cabelo, branco ao vento
Como o trigo, em searas, ululando.
As rugas, sulcos
Na face...
Marcam os anos,
Que por ti passaram.


Olho-te nos olhos,
Em olhares fugidios
De respeito e ternura.

E não deixo de pensar
O quanto é bom,
Em te ter ao meu lado.

Poderia dizer ou
Escrever, palavras
Bonitas, sentidas
Ou cantar odes, de ternura
De canções escritas,
Em momentos de amargura

Mas não.

Apenas te queria dizer,
O quanto é bom...
Ser tua filha.

Continuar a dar-te a mão
E passear ao teu lado
E desejar...
Continuar
a falar de tudo e de nada.

E saber que me ouves.

Como em criança...
Embora seja já lembrança
Recordo...

Desde o gatinhar,
Ou andar ás cavalitas.
Ou simplesmente correr
Em brincadeiras loucas.
Ou apenas andar
Ao teu lado
E sentir a minha mão, pequena
Aconchegada na tua.

Mesmo nas palavras
Que não me disseste
Encontrei sempre um olhar
De incentivo.
E uma pequena lágrima de orgulho...
Rebelde,
ao canto do olho.

De criança,
Mulher me fiz
E de filha
Mãe me tornei

E hoje,
Traço palavras
Que não te digo
Em quadros que não pinto.

Sabes, gostava de poder escrever
O que sinto, em mim
Mas palavras não tenho
Para o descrever...

Mas apenas te direi
Que sinto, orgulho
De ter um pai,
Assim

Poesia de Augusto Gil

terça-feira, 9 de março de 2010

Ponto de Encontro com.....Castelao

-Pensei que iam dividir a riqueza...
-Pois eu já me dava por satisfeito de dividissem a fome...


Cão-Domestica-te e verás que vida regalada...
Raposa-Não nasci para cão


-Porque não alimentas o cão?
-Não vale a pena, ele não faz nada
-Então porque não o matas?
-Para quê? ele não come nada!

Afonso Daniel Manuel Rodríguez Castelao nasceu em Rianxo a 30 de janeiro de 1886 e morreu em Buenos Aires a 7 de janeiro de 1950.
Foi um escritor, político e artista da Galiza, um dos fundadores do nacionalismo galego.
Estudou Medicina, mas confessava: "Fiz-me médico por amor a meu pai; não exerço a profissão por amor à humanidade".
Polifacetado novelista, desenhador, caricaturista, pintor, teórico da arte e político, sempre refletiu na sua obra o seu compromisso com o galeguismo e com o mundo. Durante o exílio franquista, em 1944, publica Sempre em Galiza, obra capital do nacionalismo galego, e converte-se em primeiro presidente do Conselho da Galiza, o governo do país no exílio. Os seus restos mortais foram repatriados e levados para o Panteón de Galegos Ilustres em 1984 no meio de manifestações nacionalistas que acusavam as autoridades de que "os que o exilaram fazem-lhe agora honras".
Os seus desenhos, complementados com agudos textos, mostram a Galiza rural, o caciquismo, os pobres, os cegos, os desamparados, o povo que sofre, de um ponto de vista realista, crítico, mas humorístico.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Óscar para melhor Realizador 2010...Kathryn Bigelow ...Primeira Mulher a ganhar este ´Prémio


Na véspera do Dia Internacional da Mulher, Kathryn Bigelow subiu ao palco do Kodak Theater, em Los Angeles, e fez aquilo que nunca nenhuma outra tinha feito: aceitou o Óscar de Melhor Realizador.

Dia Internacional da Mulher...Contrastes


Dia Internacional da mulher..e os seus contrastes...sem comentários

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Depois de uma manhã má...a noite está boa....

Nigth is alrigth....heroes and saints..estiveram com eles...é a música de que me lembrei para sentir as saudades..e o alívio depois do terramoto de hoje..sim...a manhã esteve má mas a noite está ok..

Terramoto no Chile...Manhã de terror no Ponto de Encontro


Sismo de 8.8 na Escala de Richter atingiu o Chile durante a madrugada.
Foi realmente uma manhã de terror no Ponto de Encontro até saber notícias de toda a minha família ..em Santiago..e em Osorno...as comunicações não funcionam..ao fim de muitas horas consegui falar com um familiar no Sul que me garantiu estarem todos bem..mas ainda não ouvi a voz da minha tia Célia a minha segunda mãe..até lá o sobressalto continua...DESDE PORTUGAL...AL PUEBLO CHILENO..FUERZA..USTEDES ESTÁN PREPARADOS PARA HORAS COMO ESTA...
O terremoto de 8,8 graus de magnitude que atingiu a região central do Chile na madrugada deste sábado (27) deixou ao menos 85 mortos até agora, disse a presidente do Chile, Michelle Bachelet.

O terremoto, de cerca de um minuto de duração, ocorreu às 3h34 (horário local de verão, o mesmo de Brasília) e estremeceu prédios na capital, Santiago, a 325 km de distância. Várias regiões da cidade ficaram sem energia e muitos chilenos, com medo, saíram às ruas.

Pelo menos 13 réplicas de magnitudes entre 6,9 e 6,2 ocorreram nas horas posteriores ao primeiro tremor, Escritório Nacional de Emergência (ONEMI) do Chile.

O tremor foi sentido nos países vizinhos, inclusive no Brasil. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de São Paulo informaram que receberam chamados para verificar pequenos tremores em vários bairros da capital paulista.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

3ª Volta ao Mundo da Sagres com Ilhavo Capital do Bacalhau


Teve início, no passado dia 19 de Janeiro, a Viagem de Volta ao Mundo do Navio Escola “SAGRES”, que conta com o importante apoio da Câmara Municipal de Ílhavo, numa oportunidade única de promover além fronteiras os Valores e a Cultura do Município que tem “O Mar por Tradição”.
Em parceria com a A.I.B – Associação dos Industriais do Bacalhau, a Câmara Municipal de Ílhavo faz parte do leque das 18 entidades patrocinadoras desta Volta ao Mundo Sagres 2010, a maior viagem de todos os tempos do Navio Escola que este ano comemora o seu 73.º aniversário.
Partindo do Cais da Alcântara, em Lisboa, e até ao dia 23 de Dezembro de 2010, o NRP Sagres, verdadeiro Embaixador de Portugal no Mundo, vai fazer escala em 18 Países (Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, México, EUA, Japão, Coreia do Sul, China e Macau, Indonésia, Timor-Leste, Singapura, Tailândia, Malásia, Egipto e Argélia) num total de 339 dias de viagem, 241 dos quais de navegação e 98 em portos, percorrendo ao longo destes onze meses de viagem 35.800 milhas náuticas.
Esta iniciativa, que já não se realizava desde 1983/84, tem como principal objectivo satisfazer interesses políticos, diplomáticos, culturais e económicos de Portugal, proporcionando o Treino de Mar para os Cadetes do 2.º Ano da Escola Naval, assim como a participação da sua tripulação em diversos eventos, em especial a EXPO Xangai 2010 e o Encontro e Regata Internacional de Grandes Veleiros – Velas Sudamérica 2010.
Tendo em conta esta grande oportunidade, e dada a excelente relação que o Município tem com a Marinha Portuguesa, é com enorme privilégio que a Câmara Municipal de Ílhavo se associa a este evento, usando como “Bandeira” o Museu Marítimo de Ílhavo e como entidade parceira a A.I.B, que forneceu os 2200 kg de Bacalhau que o NRP Sagres vai levar na sua terceira Volta ao Mundo.
Ao colocar o Município de Ílhavo neste Viagem de Circum-Navegação daquele que é o mais emblemático Navio da Marinha Portuguesa, a Câmara Municipal de Ílhavo reafirma a sua aposta na promoção e afirmação do nosso Município como ponto turístico e destino privilegiado para todos os amantes do Mar, tendo como principal “Embaixador” o Museu Marítimo de Ílhavo, que encerra em si toda a História, Valores e Cultura desta Terra, Capital Portuguesa do Bacalhau.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

As musicas preferidas do Ponto de Encontro de Carnaval-Parte II- Manhã de Carnaval

As musicas preferidas do Ponto de Encontro de Carnaval-Parte I- O Reggae e o Mar

Carnaval em Ilhavo....Os Cardadores de Vale de Ilhavo


Com o cheiro do mar anuncia-se mais um Carnaval em Vale de Ílhavo. Todos saem à rua: mulheres que se protegem nas ombreiras das portas, homens mais velhos que ocupam posições nos cruzamentos e os mais pequenos que correm rua abaixo apregoando a diversão que se espera.
Secretamente, num palheiro, homens mascaram-se com lingerie feminina, prendem à cintura guizos, vestem xailes bordados e perfumam-se de uma essência doce.... Tabu . Máscaras coloridas e atrevidas escondem os rostos daqueles homens que aprendem rituais e regras de integração na cardação. Aqueles demónios provocadores invadem todos os caminhos que se direccionam à rua principal. Os cardadores saltam, urram e envolvem-se em jogos de sedução com as raparigas solteiras.
Toda a animação é regada por bailes, muito vinho e alegria. No fim, os mascarados integram-se na comunidade e festejam junto de todos.

Fotos:Margarida Malaquias

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mar dos Açores......Alegria no Ponto de Encontro..para esquecer tristezas


O artista Eduardo Mourato, natural da Vila de Rabo de Peixe, canta a sua cancao "O Mar dos Acores" neste video-clip com imagens da sua ilha de Sao Miguel, Acores.ehehehehehheheehheehheehhe

Helping Haiti - Everybody Hurts dos R.E.M. -Susan Boyle...e outros

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Nau de Portugal..o desastre na gafanha da Nazaré


"....Construída nos estaleiros de Mestre Manuel Maria Bolais Mónica, na Gafanha da Nazaré, para figurar, em 1940, na Exposição do Mundo Colonial Português. Terceiro centenário da Restauração e oitavo da Independência de Portugal. Foi lançada à água, depois de pronta, a 7 de Junho de 1940.
Milhares de pessoas assistiram ao "bota-a-baixo" quase com a certeza que iria virar, como infelizmente sucedeu, perante a tristeza daquela enorme multidão, que não escondia as lágrimas que corriam pelo rosto.
Iria tombar tal como Mestre Manuel Maria pensara. Sempre pusera em dúvida que ao entrar na água se pudesse estabilizar. Dizia ele desde o princípio que o projecto – elaborado por um oficial da Armada com base num estudo profundo em desenhos antigos – não lhe oferecia a garantia necessária para a sua navegabilidade.
E tanta certeza tinha no que dizia que impediu que o Bispo de Aveiro, D. João Evangelista de Lima Vidal, que a benzeu e visitou interiormente, se mantivesse na Nau durante a sua descida pela carreira da água.
Chegou a estar presente na referida Exposição do Mundo Português; mas, para lá chegar, houve que utilizar métodos pouco próprios para a sua navegação.
Teve um fim diferente daquele para que fora concebida, pois acabou os dias como simples barcaça.
Bela e ricamente decorada, destinava-se a servir para exposição dos nossos melhores produtos, viajando pelos diversos países, em especial o Brasil.
Fontes: Idéia o blogue "Pela Positiva";Aveiro e cultura.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Museu Marítimo de Ilhavo- Nos Porões da Memória III

A memória das grandes sagas do trabalho no mar só serão menos frágeis se as suas narrativas partilhadas no espaço público se alimentarem de testemunhos subjectivos e plurais.
As fotografias obtidas nos interstícios das fainas do bacalhau, ora destinadas ao acto íntimo de recordar, ora vertidas em longos álbuns compostos com uma certa intenção documental, confirmam a natureza fortemente visual das culturas marítimas.
Muitos foram os tripulantes das frotas bacalhoeiras que se deram ao gosto de fazer fotografias do estranho mas belo mundo em que se moviam. Não poucos "oficiais" e alguns pescadores fotografavam em silêncio, quais actores efémeros de uma vida que sabiam extraordinária e condenada aos rituais da recordação, ao arquivo nos "porões da memória".
Além desses registos intimistas, diversos foram os estrangeiros que tomaram a White Fleet e os seus homens como objecto de fotografia e de escrita. O canadiano Wayne Ralph foi um desses observadores da frota portuguesa e do exostismo heróico dos pescadores lusos. Ao partilhar este trabalho com o seu público, o Museu Marítimo de Ílhavo prossegue os seus esforços de pluralização da memória da "grande pesca".
FONTE: MMI

Um Marinheiro da White Fleet
Há traços da Water Street que nunca se desvaneceram das memórias da minha infância: o Índio de madeira à entrada da Cash’s Tobacco Store, junto à Scanlan’s Lane; o sistema de tubagem a vácuo da London, New York and Paris Store, enviando trocos e recibos do primeiro andar para o rés-do-chão; o aparelho de Raio-X na Parker & Monroe Shoes, onde podíamos ver os ossos dos nossos pés através de uma portinhola; e a Woolworth’s Store, no Stewart’s Block.
Era meu hábito correr desenfreadamente pelas encostas íngremes da Bond Street depois das aulas, fazendo um grande desvio em volta do polícia que controlava o trânsito na Duckworth em Prestott, dirigindo-me para o porto. Eu só tinha duas missões – ver o que se encontrava amarrado nas docas, e gastar a minha mesada, na Woolworth’s Store. Apesar de ter feito inúmeras visitas àquela cafetaria, apenas uma eu recordo com precisão. Foi o dia em que conheci o marinheiro português.
Era Primavera e estava um daqueles dias raros em St. John’s, com uma brisa ligeira e uma claridade ofuscante; as águas habitualmente turvas estavam quase límpidas. O meu tio Fred costuma dizer que não há nada melhor do que um bom dia na Terranova. Este era, sem dúvida, um desses dias.
A escola tinha acabado e a White Fleet estava ancorada, alinhada pela popa, por entre as embarcações do porto: dóris com motor, arrastões ingleses e petroleiros gregos. Era constituída por veleiros do início do seculo XX, de 3 ou 4 mastros, convertidos em navios-motor. As tripulações, homens e rapazes de Portugal, já atravessam o Atlântico para pescar nos Grandes Bancos, e já procuram abrigo neste porto há muitas gerações.
Com excepção, talvez, de um submarino da Royal Navy, nenhuma outra embarcação me seduzia mais do que estas. Mas, ao contrário do submarino, eu conseguia espreitá-las, contar os pequenos dóris, fazer festas ao cão de bordo, e acenar aos marinheiros enquanto eles cozinhavam no convés. Eles retribuíam sempre com sorrisos e posavam para as fotografias, apreciando a atenção de que eram alvo. Poucos falavam Inglês, e os negociantes da Water Street atraíam-nos com promessas de que os seus vendedores falavam português.
Eu nunca estive num dóri nos Bancos, nesse mundo de mar cinzento e nevoeiro assustador, nem nunca tive as mãos gretadas e cheias de sangue de bacalhau. Eu era um “rapaz de terra”, um miúdo da escola com coração romântico. Nunca tinha estado frente-a-frente com um pescador da White Fleet até àquela tarde, no Woolworth. Ele sentou-se no banco, à minha direita, e perguntou-me, servindo-se de gestos, o que é eu estava a comer. Quando me virei para responder, reparei nas suas mãos calejadas e nos nós dos dedos vermelhos, olhos castanhos e cabelo preto.
A empregada mais jovem, a mais bonita, percorreu o balcão na nossa direcção. Sem tirar o cigarro da boca, ela perguntou-lhe o que ele queria tomar, ao que ele respondeu: uma cerveja. Piscando-me o olho (quase parando o meu coração adolescente), ela respondeu-lhe: Aqui não servimos cerveja! De imediato, o marinheiro apontou para a minha bebida enquanto remexia no bolso esquerdo das suas calças disformes de lona.
Enquanto ele tirava do bolso uma nota dobrada de 1 dólar, uma verde com a cara do George Washington, a forma como baixou a cabeça fez-me pensar que ainda não era um homem mas apenas um rapaz. Ele tinha a minha idade. Tive a certeza quando sorriu para mim e levantou o copo brindando amigavelmente em silêncio, seguindo a empregada com o olhar enquanto ela se dirigia até ao canto mais afastado do balcão para continuar a sua interminável conversa. Tudo estava tranquilo, a loja quase a fechar, apenas eu e ele sentados nos bancos de metal.
Continuei a dissecar o meu banana split, fazendo-o durar, cheio de vontade de lhe perguntar como era a vida no mar, como era nos Bancos e como era na sua aldeia, em Portugal. Mas tal não era possível, por isso bebemos Orange Crush™ com os olhos fixos no espelho da parede do fundo. As suas unhas estavam sujas e as mãos eram ásperas, enquanto as minhas eram suaves, manchadas pela tinta dos verbos latinos – “Amo, Amas, Amat”. Ele tinha passado a tarde a remendar redes no convés, enquanto eu contemplava a claridade que irradiava em South Side Hills. O nosso professor de Latim andava a ensinar-nos, miúdos ranhosos de casaco azul e calça de flanela cinzenta, a conjugar verbos numa língua morta.
Eu sabia que o iria recordar. Observei-o pelo canto do olho enquanto a empregada lhe conferia o troco em moedas cunhadas com a cara da jovem Rainha Elizabeth. Ao levantar-se, ele atirou uma moeda de 10 cêntimos para o balcão, sorriu de esguelha para mim e foi embora. Ele tinha deixado uma gorjeta, coisa que eu nunca havia feito pois a minha mesada não permitia tal generosidade. O seu acto não foi de rapaz, mas sim um gesto de homem, habituado a uma existência perigosa, conquistada com o suor do seu rosto. Para ele não existia uniforme escolar, apenas a linha de mão e o minúsculo dóri num mar agitado e traiçoeiro, sempre com os olhos cravados na cortina de nevoeiro que se aproxima.
Wayne Ralph
Wayne Ralph nasceu em St. John’s, na Terranova. Cresceu no seio de uma família de militares. Foi editor de uma revista e co-proprietário de uma editora, consultor, jornalista independente, biógrafo, e ainda instrutor militar de voo e piloto de aviação comercial. O seu livro, Aces, Warriors & Wingmen: Firsthand Accounts of Canada’s Fighter Pilots in the Second World War, publicado em Abril de 2005, foi um best-seller. Entre os prémios que o autor recebeu destacam-se a Margaret Mc Williams Medal da Sociedade Histórica de Manitoba, pela biografia Barker VC, e pela mesma obra o MacIntyre Research Award, da Sociedade Histórica da Aviação Canadiana, ambos em 1998. Foi editor do jornal Aviation Safety Letter, de 1986 a 1991, presenteado com o Publications Award, da Fundação para a Segurança Aérea, Washington DC. Em 2002 recebeu uma bolsa do Canada Council for the Arts, no âmbito do programa Emerging Authors. Foi o fundador e editor da Wings Magazine, de 1976 a 1981, e consultor/editor da Beaufort Magazine, de 1981 a 1983. Foi presidente da Air Force Officers Associations of Greater Vancouver, e membro da Air Force Association of Canada, da Aircrew Association e do Royal Air Force Club, do Reino Unido. A sua obra, Barker VC, a biografia de William George Barker, o herói de guerra mais condecorado do Canadá, foi descrita pelo jornal The Globe & Mail, em 1997, como um “notável livro do ano”. Em 1999, foi emitido, no programa Flightpath do canal Discovery, o documentário The First of the Few baseado nesse livro. O documentário The Hero’s Hero – The forgotten life of William Barker, da History Television, do qual Wayne Ralph foi consultor histórico, foi transmitido no Canadá pela primeira vez em 2003. O 10º aniversário da primeira edição desta biografia, William Barker VC – The Life, Death & Legend of Canada’s Most Decorated War Hero, foi celebrado com uma nova edição de formato alargado e com novas fotografias pelo editor Wiley & Sons, em Março de 2007. Wayne Ralph prestou serviço na Royal Canadian Air Force e nas Canadian Forces entre 1965 e 1973. Após o Regular Officer Training Plan, em Setembro de 1968, recebe as asas de piloto e passa a instrutor na No.2 Flying Training School, em Moose Jaw. Em 1973, era instrutor na Canadian Forces Flying Instructor School. De 1973 a 1979 foi piloto de testes da Pacific Western Airlines. Enquanto antigo aluno formado na Universidade de Calgary, veio a ocupar em 1981/82 a cátedra do Departamento de Estudos Estratégicos de Defesa Nacional, tendo publicado uma tese sobre Aquisição de Sistemas de Armamento no Canadá, recebendo o seu Diploma em 1983

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Navio Escola Sagres leva o nosso vinho Verde e Moscatel para dar a volta ao Mundo


O Vinho Verde embarcou hoje no Navio Escola “Sagres” que iniciou a sua terceira viagem de cincum-navegação e cujo trajecto inclui paragens em países como o Brasil, Chile, Peru, Equador, México, EUA, Japão, Coreia do Sul, China, Timor-Leste, Indonésia, Singapura, Tailândia, Malásia e Egipto, entre outros. Tendo como principal missão a formação dos futuros oficiais da Marinha e a representação de Portugal um pouco por todo o lado, o navio vai levar o Vinho Verde aos quatro cantos do mundo, evidenciando a qualidade e as características únicas deste produto que pretende ser um cartão de visita do nosso país.
Com a apoio da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), o objectivo desta iniciativa é, uma vez mais, levar o Vinho Verde além fronteiras, aproximando-o de novos públicos e envolver o consumidor na experimentação desta bebida e no aumento de conhecimento sobre o vinho e a sua região.

Também se irá aproveitar mais esta Volta ao Mundo de 11 meses do Navio Escola Sagres para re-editar o famoso Moscatel Torna Viagem.
O Navio Escola Sagres levará a bordo dois cascos com Moscatel Roxo 1999 e dois cascos com Moscatel de Setúbal 1998 (JMF).

Estes vinhos irão passar por quatro vezes a linha do Equador, sofrer a constante ondulação do Navio, bem como a influência das diversas condições meteorológicas pelas quais o Navio for passando e, à chegada a Portugal, este já famoso vinho da José Maria da Fonseca terá desenvolvido uma qualidade superior, que o tornará facilmente distinguível em provas comparativas com o mesmo vinho que fica a repousar nas Caves de Azeitão.

"Com os choques térmicos sofridos durante a viagem, sabemos que o Moscatel Torna Viagem terá uma cor mais escura e características totalmente diferentes do que o vinho que ficou cá em Portugal", explica António Soares Franco, presidente do Conselho de Administração da José Maria da Fonseca.
"o Moscatel fica mais redondo e aveludado, menos agreste e bastante mais complexo. Resumindo, transforma-se num vinho único, maravilhoso!".
Nesta viagem, o Moscatel Torna Viagem testemunhará o estreitar das relações entre Portugal e os países asiáticos: as comemorações dos 150 anos do Tratado Portugal-Japão, assim como as comemorações dos 500 anos de Afonso de Albuquerque, são alguns dos acontecimentos marcantes desta volta ao mundo do Navio Escola Sagres.
A experiência de uma viagem de Moscatel passando a linha do Equador realizou-se recentemente em 2007 e em 2000, desta feita por altura da comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil e também nestas duas viagens se comprovou a qualidade superior do vinho no seu regresso a Portugal.


Torna Viagem: uma experiência centenária

A José Maria da Fonseca descobriu o Torna Viagem há mais de um século. Na época em que navios cruzavam os mares do Mundo fazendo todo o tipo de comércio, era comum levarem à consignação cascos de Moscatel de Setúbal.
Os comandantes, que recebiam uma comissão pelo que vendiam, nem sempre os conseguiam comercializar na totalidade. Na volta a Portugal, depois do périplo, em que se submetiam a diversos climas e significativas variações de temperatura, os cascos eram devolvidos à casa mãe. Ao serem abertos, o resultado era quase sempre uma grata surpresa: geralmente o vinho estava bastante melhor do que antes de embarcar.

A passagem pelos trópicos, a caminho do Brasil, África ou Índia, quando atravessava por duas vezes a linha do Equador, uma na ida, outra na volta, melhorava a qualidade do Moscatel de Setúbal e conferia-lhe grande complexidade.
Fontes: Agência Lusa;JMF;Comissão Nacional do Vinho Verde

sábado, 16 de janeiro de 2010

Terramoto do Haiti mata uma mulher que o Ponto de Encontro muito admirava


O desenhista Maurício de Sousa, criador da Turma de Mónica, fez uma ilustração em homenagem a Zilda Arns, vítima do terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira.
Zilda Arns fundadora da Pastoral para a Criança
Zilda Arns tinha 73 anos, era médica pediatra e sanitarista e chegou a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz pelo seu trabalho na luta para erradicar a desnutrição infantil. Além do Haiti, já estavam previstas viagens para o Uruguai, Colômbia, México, Paraguai, Argentina, Republica Dominicana, Angola e Guiné-Bissau.

Ponto de Encontro de luto pelo povo sofrido do Haiti

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ponto de Encontro na 1ª Pesquisa na BMD

A Descrição actual e precisa de Portugal, antiga Lusitânia, por Fernando Alvarez Seco.

Fernando Alvares Seco (fl. 1561-85) foi um matemático e cartógrafo português que fez o primeiro mapa de Portugal que se tem conhecimento. Foi gravado por Sebastiano del Re e publicado em Roma em 1561. Mais tarde, Abraham Ortelius (1527-98) reeditou o mapa em seu Theatrum orbis terrarum (Teatro de todo o mundo), que foi publicado pela primeira vez em maio de 1570. Ortelius foi um cartógrafo e editor de mapa de Antuérpia. De 1564 a 1570, ele fez seus próprios mapas, mas em 1570 decidiu publicar o Theatrum. Tido como o primeiro atlas do mundo, este trabalho incluiu mapas produzidos por cartógrafos muitos conhecidos. Foi publicado em diversas edições entre 1570 e 1612, em latim, holandês, alemão, francês, espanhol, inglês e Italiano. Provavelmente este mapa é da ediçãoem latim. de 1579. É orientado com o norte, à direita, colocando o Algarve, no sudoeste da Península Ibérica, no canto superior esquerdo do mapa.

Ponto de Encontro congratula-se com a criação da Biblioteca Digital Mundial


A NOTÍCIA DO LANÇAMENTO NA INTERNET DA WDL(A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL É UM PRESENTE DA UNESCO PARA A HUMANIDADE INTEIRA !!!!
Já está disponível na Internet, através do sítio www.wdl.org Reúne mapas, textos, fotos, gravaçoes e filmes de todos os tempos
e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas
as bibliotecas do planeta.
Tem, sobretudo, carácter patrimonial. A BDM nao oferecerá documentos correntes, a nao ser "com valor de património, que permitirao apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês,
russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de
50 idiomas".
Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos,
graças à contribuiçao do México, e os primeiros mapas da
América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em
1562".
Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês
publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da
história; um relato dos azetecas que constitui a primeira mençao
do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes
desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e
esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos
latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre
Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia
Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve
explicaçao do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram incorporados no seu idioma original, mas as explicaçoes aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS

A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, mapas, fotografias e ilustraçoes.
Já foi apresentado oficialmente na sede da UNESCO , em Paris, a Biblioteca Digital Mundial está disponível na Internet, através do sítio www.wdl.org.
É possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de Sao Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definiçao das imagens permite uma leitura cómoda e
minuciosa.Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaraçao de
Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituiçoes de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressao da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernao de Magalhaes na sua viagem ao redor do mundo;o original das "Fábulas" de Lafontaine, o primeiro livro publicado
nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas
pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C..
Duas regioes do mundo estao particularmente bem representadas:
América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa
participaçao da Biblioteca Nacional do Brasil, a biblioteca
Alexandrina do Egipto e a Universidade Rei Abdulá da Arábia
Saudita.A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalizaçao da
Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e
actualmente contém 11 milhoes de documentos em linha.
Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a
investigadores, professores e alunos.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Odes Marítimas de Júlio Pomar e Fernando Pessoa- no Museu Marítimo de Ílhavo


"...Não haverá um único museu do mar que não aspire a compor odes marítimas.
Fazer do mar um sujeito poético e artístico em permanente reinvenção, escrever e pintar os universos marítimos no precário equilíbrio entre um interior imaginado e um exterior tão realista quanto cruel, são formas nobres de abrigar a criação no reduto frio de um museu.
Em Junho de 1915, Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, publicava a Ode Marítima na Orpheu. No ano anterior, a primeira revista do futurismo português já dera a conhecer a Ode Triunfal, texto menos soturno, em cujas estrofes perpassa mais claridade.
Na Ode Marítima, o poeta-engenheiro naval Álvaro de Campos, como Pessoa se intitula ao assinar o seu longo poema sensacionista, um paquete simboliza todos os imaginários petrificados num silencioso cais: a memória, a saudade, a viagem. Ser poeta e, ao mesmo tempo, engenheiro de navios, significaria condensar numa só alma o confronto mais surdo do tempo da Grande Guerra: o combate entre um passado imaginado - a tradição - e um futuro incerto - a modernidade, a técnica e a maquinação do próprio Homem.
A vida marítima surgia a Pessoa aliás, a Álvaro de Campos como uma pedra de toque filosófica; como física e metafísica; enquanto realidade sonhada e realidade real. Ser engenheiro-naval significava, ao tempo, conjugar presente e passado, ligar a herança com o progresso, honrando a ligação umbilical de Portugal ao mar. Só um engenheiro e poeta o poderia compreender.
Não por acaso, ao inspirar-se na Ode Marítima, quase um século depois Júlio Pomar desenhou filosoficamente. De maneira mais e menos figurada, a lápis de cera e a pastel de óleo, compôs dezasseis magníficos desenhos, representando homens e navios, personagens centrais do poema pessoano e actores inevitáveis de qualquer narrativa marítima.
Ao juntar Pessoa e Pomar numa exposição temporária, o Museu Marítimo de Ílhavo pretende evitar-se como cais de pedra. Assim prossegue a ambição de preferir o questionamento e a interpelação das sensibilidades ao culto das nostalgias. O longo grito interior que a Ode Marítima encerra e a emoção estética que os desenhos de Pomar despertam são apelos fortes para novas viagens no imenso oceano da cultura marítima...."

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Navidad; Bom Natal



Para todos os meus amigos e família espalhada pelo Mundo;Suécia,Galiza;Chile e Portugal

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

PONTO DE ENCONTRO deseja a todos um FELIZ NATAL


Pela Positiva
A Sudoeste
Almagrande
Atlantico Azul
Beliscos Pequenos
Bolha
Casvic-O blogue do Cândido, da Jacinta da Inês e da Matilde
Caxinas
Digo eu com os nervos!!!!!(Joaníssima)
Do Portugal Profundo
Homes de Pedra en Barcos de Pau
José Pacheco Pereira
La Mar és el Camino
M.A.M.A.
Mar de Viana
Mar e Intimidades
Milhas Nauticas
O blogue do Pardal
Rouxinol de Bernardim
Singradura da Relinga
Ti Tamen Contas
Una mirada a la Ria de Vigo
Vasco Moscoso de Aragão
Ventosga
Viajante
Volare (O blogue do João)
Zé Angelo

Nasceu a Confraria dos OVOS MOLES em Aveiro


Doce conventual, os ovos-moles de Aveiro têm desde sábado dia 12 de Dezembro, uma confraria, cujos primeiros 30 elementos foram entronizados e apadrinhados pela aveirense Confraria Gastronómica de S. Gonçalo.

A promoção, divulgação e defesa cultural e gastronómica dos ovos-moles, é o objectivo da Confraria dos Ovos Moles que ontem nasceu em Aveiro, numa cerimónia de entronização que foi apadrinhada pela Confraria Gastronómica de S. Gonçalo e que juntou mais de uma centena de pessoas e duas dezenas de confrarias báquicas e gastronómicas para além de algumas individualidades aveirenses.
Mais de três centenas de pequenos ovos-moles foram servidos na cerimónia de entronização cujo almoço contou com sobremesas do doce conventual.

O traje da novel confraria é amarelo significando a gema de ovo com uma pequena barra castanha a lembrar a cor da terra, segundo o chanceler da confraria Rui Daniel Amorim que salientou que o chapéu tem a forma de um ovo.
Os ovos-moles de Aveiro estão incluídos pela Comissão Europeia na lista dos produtos alimentares com a denominação de "Indicação Geográfica protegida, sendo o primeiro doce português a receber tal distinção.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ponto de Encontro com o Chile



Porque as minhas raízes também estão lá..porque na minha Pátria de Hoje estão chilenos porque na minha Pátria de Hoje também está Michele Bachelet..lembrei-me de ELE (leia-se Pablo Neruda)



No Nos Moveran

Sube a nacer conmigo, hermano
dame la mano desde la profunda zona de tu dolor diseminado
no volverás del fondo de las rocas
no volverás del tiempo subterráneo
no volverá tu voz endurecida
no volverán tus ojos taladrados
yo vengo a hablar por vuestra boca muerta
a través de la tierra juntad todos los silenciosos labios derramados

y desde el fondo habladme toda esta larga noche
como si estuviera con vosotros anclado
contadme todo, cadena a cadena, eslabón a eslabón, y paso a paso
afilad los cuchillos que guardasteis
ponedlos en mi pecho y en mi mano
como un rio de rayos amarillos
como un rio de tigres enterrados
y dejadme llorar horas ,días, años, edades ciegas, siglos estelares

dadme el silencio, el agua, la esperanza,
dadme la lucha, el hierro, los volcanes
apegadme los cuerpos como imanes
acudid a mis venas y a mi boca
hablad por mis palabras y mi sangre

no, no, no nos moveran!no, no nos moverán!
como un árbol firme junto al rio
no nos moverán.

unidos en la lucha, no nos moverán
unidos en la lucha, no nos moverán
como un árbol firme junto al rio
no nos moverán
no,no, no nos moverán! no, no, no nos moverán!
como un árbol firme junto al rio
no nos moverán

unidos en la huelga, no, no, no nos moverán!
unidos en la huelga, no, no, no nos moverán!
como un árbol firme junto al rio
no nos moverán, no nos moverán!

Pablo Neruda