terça-feira, 22 de junho de 2010
Strauss - Radetzky March - Karajan
porque é Verão..porque adoro Karajan..porque me lembra os Concertos de Verão....
Verão.....Vivaldi...Karajan....
´Porque é Verão...Porque adoro Vivaldi...porque nunca esqueço Karajan......porque sim .....
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Dia da Consciência ...Aristides Sousa Mendes...há 70 anos

No dia 17 de Junho, por iniciativa dos Amigos de Aristides,comemomorou-se o Dia da Consciência, em homenagem ao diplomata português e a todos os que, durante a II Guerra Mundial, salvaram vidas humanas das garras do Holocausto, para recordar, celebrar e refletir sobre a sua coragem de há 70 anos. Desta vez a Igreja Católica lembrou-se que ele era católico e, assim, Aristides e os demais vão ser recordados em Missas por todo o Mundo, destacando as que se vão celebrar no Vaticano, Sé de Lisboa e Braga (Portugal), Bordéus e Paris (França), New York, Newark, New Jersey e S. Francisco (EUA), Montreal (Canadá) e S. Paulo, S. Salvador e Fortaleza (Brasil), além de muitas Sinagogas. Também em 17.6.2010 se prevê que seja estreado um filme em França sobre Aristides.
Aristides foi um SER HUMANO , ostracizado devido à proteção que deu aos que fugiam da barbárie nazi, tanto mais que ele não era uma personalidade ideológica, "propriedade" da esquerda ou da direita, pois até seria politicamente um monárquico, católico e conservador, mas, isso sim, um homem que sentiu, a certa altura, o dever de se revoltar face à iniquidade e à tragédia, colocando a dignidade e a consciência à frente do dever formal de obediência a uma ordem injusta.
Por isso, a memória e o exemplo de Aristides têm de se manter vivos, para as novas gerações, como um precursor e um dos principais defensores dos Direitos Humanos e, assim, não será demais considerá-lo um herói Lusófono.
Falta, entre outros actos, assumir uma atitude patriótica, cabendo aos poderes constituídos a iniciativa de trasladar os restos mortais do Embaixador Aristides de Sousa Mendes para o Panteão Nacional, em Lisboa, onde repousam os Grandes Heróis Portugueses, fazendo jus ao poeta épico Luís de Camões, que os cantou n’ "Os Lusíadas" como "... aqueles, que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando...”.
Caravaggio...O pintor preferido do Ponto de Encontro....Encontrados os seus restos mortais...

Os restos mortais do pintor italiano Caravaggio (1571-1610), que sofria de sífilis e intoxicação por chumbo (saturnismo), foram encontrados e identificados através de análises de carbono 14 e DNA, anunciou nesta quarta-feira o Comitê Caravaggio, composto de cientistas e universitários italianos.
Depois de mais de um ano de pesquisas no ossário de uma igreja de Porto Ercole na Toscana, "a equipe de cientistas pode afirmar que os restos mortais encontrados pertencem a Michelangelo Merisi (verdadeiro nome do pintor) com uma probabilidade de 85%", informou o Comitê em um comunicado.
Caravaggio morreu aparentemente de malária na região de Maremma, no sul da Toscana, na época zona pantanosa, e foi enterrado em um pequeno cemitério de Porto Ercole, de onde o corpo foi retirado em 1956 para ser sepultado sem honrarias na cripta da igreja.
A fim de esclarecer o mistério da morte do pintor, há 400 anos, quatro universidade italianas se associaram ao projeto confiado a especialistas em microbiologia, historiadores de arte e antropólogos, para oferecer um "enterro adequado" a Michelangelo Merisi, cuja genialidade e realismo revolucionaram a história da arte.
A pesquisa foi coordenada pelo professor de antropologia óssea, Giorgio Grupponi, da Universidade de Bolonha, que trabalha em particular com a reconstrução do rosto do escritor Dante Alighieri.
Em dezembro, os cientistas haviam aberto o ossário e retirado grandes quantidades de restos mortais para transportar até Ravena, onde fica localizado o departamento de antropologia da Universidade de Bolonha.
Os pesquisadores tiveram de examinar os restos de cerca de 200 pessoas, e, finalmente, atribuíram os ossos registrados com o número cinco ao pintor, porque eles aparentavam pertencer a um homem com entre 38-40 anos (Caravaggio morreu aos 39 anos) e morto num período englobando o ano de sua morte (1610).
Além disso, outro indício comprovou a tese: Caravaggio sofria aparentemente de saturnismo, intoxicação por chumbo, e a ossada apresentava uma taxa elevada do componente.
"Durante as pesquisas, o comitê deduziu que o pintor sofria de intoxicação por chumbo e sífilis (...) Sobre as causas de sua morte (...) nós consideramos crível a hipótese de infecção generalizada.
Caravaggio, famoso pela luminosidade de suas telas, com seus claros-escuros, como "Baco", "A Ceia de Emaús" ou "O Sacrifício de Isaac", foi descrito no teatro, no cinema e na literatura como um dos pintores mais atormentados da história.
O pintor revolucionário havia sido prestigiado durante uma grande exposição em Roma, que terminou na semana passada depois de ter atraído um recorde de 580 mil visitantes.
sábado, 5 de junho de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
20 de Maio- Dia Europeu do MAR
sábado, 15 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Beira Mar Campeão Nacional......

Hino/Marcha do Beira -Mar
Nasceste na beira Ria
Beira-Mar, Beira-Mar
Apadrinhado pelo mar
Beira-Mar, Beira-Mar
Herdaste-lhe a valentia
Beira-Mar, Beira-Mar
Que o teu lema é triunfar
Beira-Mar, Beira-Mar
A cor da tua bandeira
Beira-Mar, Beira-Mar
E o sol que nos aquece
Beira-Mar, Beira-Mar
Com vontade verdadeira
Beira-Mar, Beira-Mar
A esperança nunca perece
Beira-Mar, Beira-Mar
Glória de Aveiro
Sempre o primeiro
A triunfar
Beira-Mar, Beira-Mar
Um coração
De campeão
A palpitar.
Beira-Mar, Beira-Mar
Glória de Aveiro
Sempre o primeiro
A triunfar
Beira-Mar, Beira-Mar
Um coração
De campeão
A palpitar!
Não só fama, mas valor
Beira-Mar, Beira-Mar
Ostentas na tua história
Beira-Mar, Beira-Mar
Conquistado com fulgor
Beira-Mar, Beira-Mar
Vitória sobre vitória
Beira-Mar, Beira-Mar
Tens um nome a defender
Beira-Mar, Beira-Mar
Uma cidade p´ra honrar
Beira-Mar, Beira-Mar
Para a frente sem tremer
Beira, Beira, Beira-Mar.
Beira-Mar, Beira-Mar
Glória de Aveiro
Sempre o primeiro
A triunfar
Beira-Mar, Beira-Mar
Um coração
De campeão
A palpitar.
Beira-Mar, Beira-Mar
Glória de Aveiro
Sempre o primeiro
A triunfar
Beira-Mar, Beira-Mar
Um coração
De campeão
A palpitar!
O Hino do Beira Mar tem letra de Amadeu de Sousa e música de Ricardo e José Limas.
domingo, 9 de maio de 2010
Coltura em Portugal
Quando não há mais para admirarmos...no País que temos...quem brilha????? A CATYZINHA!!!!!!!! BERBADEIRO FENÓMENO DE POPULARIDADE NACIONAL
PADRE DA LIXA DIZ DA FALSIDADE DE FÁTIMA.flv
Ouçam....sem comentários...será?????.....mesmo não trabalhando...não posso concordar com o feriado a 13 de Maio de 2010
Dia Internacional dos Museus...em Ilhavo

A fim de assinalar o Dia Internacional dos Museus, que se celebra no dia 18 de Maio, o MMI oferece uma programação diversificada cujo evento maior reside na abertura da exposição Mares Modernos.
Trata-se de uma invulgar exposição de pintura, que reúne um conjunto de obras de temática marítima assinadas por pintores das diversas gerações do modernismo português. Esta exposição, na qual se apresentam obras de Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros, Júlio Pomar, Júlio Resende, Querubim Lapa, Noronha da Costa e Mário Eloy, entre outros, articula-se com anteriores projectos expositivos, em especial com Artes de Pesca. As Pescas na Arte (2005) e Rostos da Pesca (2008).
Mares Modernos é um projecto inédito, capaz de questionar os sentidos da representação artística da maritimidade portuguesa, tal como a viram alguns dos principais pintores portugueses do século XX.
O Dia Internacional dos Museus constitui, também, uma oportunidade de reflexão sobre o projecto cultural do MMI e de apresentação de iniciativas audazes. Nesse sentido, também no dia 18 de Maio, apresentamos o Prémio de Modelismo Náutico MMI, um prémio bienal, que se pretende estimular e prestigiar o modelismo náutico enquanto forma de expressão da cultura marítima.
No dia 18 de Maio, a sessão comemorativa do Dia Internacional dos Museus fecha com a apresentação de um extraordinário livro de imagens do mundo marítimo: a edição em língua portuguesa, numa nova parceria MMI/Cavalo de Ferro, do livro A Maritime Album, coordenado por John Sarkowski e Richard Benson. Este livro resulta da exposição de 50 belíssimas fotografias a preto e branco, provenientes da extensa colecção do Mariner’s Museum, em Newport (EUA), que esteve patente no MMI em 2008.
No Navio-Museu Santo André assinalamos o Dia Internacional dos Museus com a abertura da exposição Missão: Defender os Oceanos, proveniente do Oceanário de Lisboa. Dirigida, especialmente, ao público infanto-juvenil, a exposição alerta para a preservação da biodiversidade marinha, através de um discurso didáctico.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Ponto de Encontro ....Apoia Baltazar Garzón
Baltazar Garzón Real (Torres, 26 de outubro de 1955). Garzón é conhecido na Espanha como "super-juiz" ou "juiz-estrela".
Garzón ficou conhecido mundialmente ao emitir uma ordem de prisão em desfavor do ex-presidente do Chile Augusto Pinochet pela morte e tortura de cidadãos espanhóis. Utilizou como base o relatório da Comissão Chilena da Verdade (1990-1991).
Reiteradas vezes manifestou seu desejo de investigar o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger por sua relação com a denominada Operação Condor.

Trabalha também num processo em que se acusa de genocídio diversos militares argentinos pelo desaparecimento de cidadão espanhóis durante a ditadura argentina (1976-1983).
Em 2001, solicitou autorização ao Conselho da Europa para processar o Primeiro Ministro italiano Silvio Berlusconi, então membro da Assembleia parlamentar do Conselho.
Em dezembro desse mesmo ano, investigou, por suspeitas de lavagem de dinheiro, contas no exterior (off-shore) do conglomerado financeiro BBVA (segundo maior banco da Espanha).
Em janeiro de 2003, criticou enfaticamente o governo dos EUA pela detenção ilegal, na base de Guantánamo (Cuba), de suspeitos de pertencerem ao grupo terrorista Al Qaeda. Nesse mesmo ano, participou de campanhas contra a guerra no Iraque.

Na Espanha, ainda nos anos 80, actuou em processos contra diversos narcotraficantes, inclusivé altos dirigentes das máfias galega, turca e italiana. Comandou investigações sobre lavagem de dinheiro no litoral espanhol (região de Málaga) e falsificação de moeda (derrame de notas de 100 dólares). Foi jurado de morte por diversos traficantes e mafiosos e por isso passou a ser conduzido em carros blindados e a viver com escolta policial.
Em 1993, participou da política espanhola, entrando na lista de candidatos à Câmara dos Deputados pelo PSOE. Chegou a comandar o Plano Nacional Anti-Drogas, porém renunciou após um ano de trabalho, queixando-se do excesso de corrupção no governo.
Ao retornar à magistratura, deu seguimento às investigações do caso GAL (Grupos Antiterroristas de Liberação), grupo de extermínio que, conforme ficou comprovado, foi criado durante o primeiro governo do PSOE, ainda nos anos 1980, com a finalidade de assassinar membros e simpatizantes do ETA. Várias autoridades foram condenadas em virtude do caso, inclusive o ex-Ministro do Interior José Barrionuevo. Posteriormente, todos foram indultados no governo de José Maria Aznar.
Actuou também contra os terroristas bascos do ETA. Em 2002, conseguiu suspender o funcionamento, por 3 anos, do partido Batasuna, ao demonstrar as suas relações com o grupo terrorista. Dessa acção resultou também o encerramento dos jornais Egin e Egunkaria, além da rádio Egin Irratia. Angariou com isso o ódio dos nacionalistas bascos, que consideram que atacou a cultura basca e não o terrorismo.
Em março de 2003, Garzón suspendeu as atividades do Partido Comunista de España Reconstituido (PCE-r), em função de suas atividades ilícitas de apoio ao GRAPO, tais como a "fixação da tática e da estratégia da luta armada, escolha de objetivo, montagem de infra-estrutura, provimento de recursos econômicos, seleção dos responsáveis pelas ações armadas e dos membros dos auto-denominados comandos militares".
Formou-se em direito pela Universidade de Sevilha em 1979. Foi aprovado em concurso para o cargo de Juiz em 1981. Inicialmente, foi nomeado para a comarca de Valverde del Camino, província de Huelva (Andaluzia). Posteriormente, foi removido para o Juizado de Primeira Instância e Instrução de Villacarrillo, província de Jaén (Andaluzia). En 1983, foi promovido a Magistrado, sendo destinado ao Juizado de Primeira Instância e Instrução n° 3 de Almería (Andaluzia). Em 11 de março de 1987 foi nomeado pelo Conselho Geral do Poder Judiciário para ocupar o cargo de Inspetor Delegado (Corregedor-Geral) para Andaluzia. Em 29 de janero de 1988, tornou-se Magistrado-Juiz Central de Instrução n° 5 da Audiência Nacional.


Milhares nas ruas apoiam Garzón
O processo contra Baltasar Garzón, por ter aceitado investigar os crimes do franquismo, continua a dividir os espanhóis. Ontem, realizaram-se em pelo menos 25 cidades espanholas manifestações de apoio ao juiz. Mas na capital, Madrid, desfilaram dezenas de pessoas numa contramanifestação promovida pela organização de Extrema-direita Falange, um dos grupos que processaram o magistrado.
Convocadas através da rede social Facebook, milhares de pessoas demonstraram o seu repúdio pelo que consideram um "ultraje à memória das vítimas do franquismo". A maior concentração ocorreu em Madrid, e nela participaram políticos, artistas, intelectuais e familiares de vítimas da ditadura de Franco. Mas na capital desfilaram também manifestantes da Falange, um dos três grupos responsáveis pelo processo contra Baltasar Garzón.
O apoio ao superjuiz espanhol fez-se sentir ainda em várias capitais europeias e da América do Sul. Em Bogotá, Colômbia, foi entretanto assinada por dignitários de diversos países e representantes da ONU uma declaração de apoio a Baltasar Garzón.
Contra o que chamam «iniquidade» dos processos levantados na Justiça espanhola ao juiz Baltazar Garzón, um grupo de portugueses juntos através da rede social Facebook reúne-se sábado frente à Embaixada de Espanha em Lisboa.
Um dos organizadores, Agostinho Machado, disse à agência Lusa que é uma «completa iniquidade» que a Audiência Nacional espanhola tenha «impedido» Garzon de investigar «crimes contra a humanidade, inesquecíveis e não amnistiáveis» do regime franquista.
Além disso, há a «agravante» de «lhe imputarem o crime de prevaricação e de o obrigarem a sentar-se no banco dos réus, o que nos preocupa», referiu.
Os apoiantes de Garzón - com um grupo no Facebook lançado a 14 de Abril e que tem hoje «quase três mil» aderentes - querem que «o poder judicial em Espanha reflita muito bem nas repercussões em Espanha e a nível internacional» dos processos contra Garzón.
«Isto é uma coisa absolutamente chocante para mentalidades comprometidas com a causa dos direitos humanos», disse, frisando que a posição das pessoas solidárias com o juiz «não pode ser considerada uma forma de pressão» sobre a Justiça espanhola.
Garzón ficou conhecido mundialmente ao emitir uma ordem de prisão em desfavor do ex-presidente do Chile Augusto Pinochet pela morte e tortura de cidadãos espanhóis. Utilizou como base o relatório da Comissão Chilena da Verdade (1990-1991).
Reiteradas vezes manifestou seu desejo de investigar o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger por sua relação com a denominada Operação Condor.

Trabalha também num processo em que se acusa de genocídio diversos militares argentinos pelo desaparecimento de cidadão espanhóis durante a ditadura argentina (1976-1983).
Em 2001, solicitou autorização ao Conselho da Europa para processar o Primeiro Ministro italiano Silvio Berlusconi, então membro da Assembleia parlamentar do Conselho.
Em dezembro desse mesmo ano, investigou, por suspeitas de lavagem de dinheiro, contas no exterior (off-shore) do conglomerado financeiro BBVA (segundo maior banco da Espanha).
Em janeiro de 2003, criticou enfaticamente o governo dos EUA pela detenção ilegal, na base de Guantánamo (Cuba), de suspeitos de pertencerem ao grupo terrorista Al Qaeda. Nesse mesmo ano, participou de campanhas contra a guerra no Iraque.

Na Espanha, ainda nos anos 80, actuou em processos contra diversos narcotraficantes, inclusivé altos dirigentes das máfias galega, turca e italiana. Comandou investigações sobre lavagem de dinheiro no litoral espanhol (região de Málaga) e falsificação de moeda (derrame de notas de 100 dólares). Foi jurado de morte por diversos traficantes e mafiosos e por isso passou a ser conduzido em carros blindados e a viver com escolta policial.
Em 1993, participou da política espanhola, entrando na lista de candidatos à Câmara dos Deputados pelo PSOE. Chegou a comandar o Plano Nacional Anti-Drogas, porém renunciou após um ano de trabalho, queixando-se do excesso de corrupção no governo.
Ao retornar à magistratura, deu seguimento às investigações do caso GAL (Grupos Antiterroristas de Liberação), grupo de extermínio que, conforme ficou comprovado, foi criado durante o primeiro governo do PSOE, ainda nos anos 1980, com a finalidade de assassinar membros e simpatizantes do ETA. Várias autoridades foram condenadas em virtude do caso, inclusive o ex-Ministro do Interior José Barrionuevo. Posteriormente, todos foram indultados no governo de José Maria Aznar.
Actuou também contra os terroristas bascos do ETA. Em 2002, conseguiu suspender o funcionamento, por 3 anos, do partido Batasuna, ao demonstrar as suas relações com o grupo terrorista. Dessa acção resultou também o encerramento dos jornais Egin e Egunkaria, além da rádio Egin Irratia. Angariou com isso o ódio dos nacionalistas bascos, que consideram que atacou a cultura basca e não o terrorismo.
Em março de 2003, Garzón suspendeu as atividades do Partido Comunista de España Reconstituido (PCE-r), em função de suas atividades ilícitas de apoio ao GRAPO, tais como a "fixação da tática e da estratégia da luta armada, escolha de objetivo, montagem de infra-estrutura, provimento de recursos econômicos, seleção dos responsáveis pelas ações armadas e dos membros dos auto-denominados comandos militares".
Formou-se em direito pela Universidade de Sevilha em 1979. Foi aprovado em concurso para o cargo de Juiz em 1981. Inicialmente, foi nomeado para a comarca de Valverde del Camino, província de Huelva (Andaluzia). Posteriormente, foi removido para o Juizado de Primeira Instância e Instrução de Villacarrillo, província de Jaén (Andaluzia). En 1983, foi promovido a Magistrado, sendo destinado ao Juizado de Primeira Instância e Instrução n° 3 de Almería (Andaluzia). Em 11 de março de 1987 foi nomeado pelo Conselho Geral do Poder Judiciário para ocupar o cargo de Inspetor Delegado (Corregedor-Geral) para Andaluzia. Em 29 de janero de 1988, tornou-se Magistrado-Juiz Central de Instrução n° 5 da Audiência Nacional.


Milhares nas ruas apoiam Garzón
O processo contra Baltasar Garzón, por ter aceitado investigar os crimes do franquismo, continua a dividir os espanhóis. Ontem, realizaram-se em pelo menos 25 cidades espanholas manifestações de apoio ao juiz. Mas na capital, Madrid, desfilaram dezenas de pessoas numa contramanifestação promovida pela organização de Extrema-direita Falange, um dos grupos que processaram o magistrado.
Convocadas através da rede social Facebook, milhares de pessoas demonstraram o seu repúdio pelo que consideram um "ultraje à memória das vítimas do franquismo". A maior concentração ocorreu em Madrid, e nela participaram políticos, artistas, intelectuais e familiares de vítimas da ditadura de Franco. Mas na capital desfilaram também manifestantes da Falange, um dos três grupos responsáveis pelo processo contra Baltasar Garzón.
O apoio ao superjuiz espanhol fez-se sentir ainda em várias capitais europeias e da América do Sul. Em Bogotá, Colômbia, foi entretanto assinada por dignitários de diversos países e representantes da ONU uma declaração de apoio a Baltasar Garzón.
Contra o que chamam «iniquidade» dos processos levantados na Justiça espanhola ao juiz Baltazar Garzón, um grupo de portugueses juntos através da rede social Facebook reúne-se sábado frente à Embaixada de Espanha em Lisboa.
Um dos organizadores, Agostinho Machado, disse à agência Lusa que é uma «completa iniquidade» que a Audiência Nacional espanhola tenha «impedido» Garzon de investigar «crimes contra a humanidade, inesquecíveis e não amnistiáveis» do regime franquista.
Além disso, há a «agravante» de «lhe imputarem o crime de prevaricação e de o obrigarem a sentar-se no banco dos réus, o que nos preocupa», referiu.
Os apoiantes de Garzón - com um grupo no Facebook lançado a 14 de Abril e que tem hoje «quase três mil» aderentes - querem que «o poder judicial em Espanha reflita muito bem nas repercussões em Espanha e a nível internacional» dos processos contra Garzón.
«Isto é uma coisa absolutamente chocante para mentalidades comprometidas com a causa dos direitos humanos», disse, frisando que a posição das pessoas solidárias com o juiz «não pode ser considerada uma forma de pressão» sobre a Justiça espanhola.
domingo, 25 de abril de 2010
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